Operação Rastreio: polícia mira fraudes bancárias com celulares roubados; funcionárias de lotéricas são investigadas
Operação Rastreio: polícia mira fraudes bancárias com celulares roubados A Polícia Civil do RJ iniciou nesta segunda-feira (16) mais uma fase da Operação...
Operação Rastreio: polícia mira fraudes bancárias com celulares roubados A Polícia Civil do RJ iniciou nesta segunda-feira (16) mais uma fase da Operação Rastreio, contra a cadeia criminosa de roubo e furto de celulares e a receptação desses materiais. Desta vez, o alvo é uma quadrilha especializada em fraudes bancárias a partir de telefones roubados — e funcionárias de lotéricas são investigadas. Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) saíram para cumprir 35 mandados de busca e apreensão no Centro, Oswaldo Cruz, Penha, Cachambi, Maria da Graça, Engenho Novo, Ramos, Brás de Pina e Vila Valqueire, além dos municípios de São João de Meriti e Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Entre os endereços estão 2 casas lotéricas. Até a última atualização desta reportagem, 1 homem havia sido preso em flagrante, e outras 3 pessoas foram conduzidas para a delegacia a fim de prestar esclarecimentos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Polícia Civil cumpre mandado na Operação Rastreio Divulgação/PCERJ 1 ano de investigações A investigação começou em maio do ano passado, quando 16 pessoas, entre ladrões e receptadores, foram presas, e 200 aparelhos, apreendidos e periciados. Ao extrair os dados desses telefones, a DRCPIM descobriu como era a fraude bancária. Segundo a delegacia, os estelionatários compravam os aparelhos roubados ou furtados no Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro do Rio. Em seguida, eles violavam os dispositivos para acessar aplicativos financeiros das vítimas e realizavam transferências para contas abertas pela quadrilha, criadas com documentos falsos ou em nome de laranjas — quase sempre pessoas em situação de rua. Por fim, esse valor era retirado nas lotéricas via PIX Saque, o que dificultava o rastreamento do fluxo financeiro. A polícia identificou que muitas vezes as 3 funcionárias investigadas estouravam o limite de R$ 3 mil por transação. A DRCPIM não encontrou indícios de atuação de empregados públicos da Caixa no esquema nem prejuízo ao banco. Histórico A ação faz parte da Operação Rastreio, iniciativa do governo do RJ para combater a cadeia criminosa que envolve a subtração e a receptação de celulares. As ações contínuas já resultaram mais de 13.300 celulares recuperados, e 6 mil deles foram devolvidos para os legítimos donos. Até o momento, são mais de 850 criminosos presos, entre ladrões e receptadores. Polícia Civil cumpre mandado na Operação Rastreio Divulgação/PCERJ